Cientistas da Universidade de Darmstadt, na
Alemanha, conseguiram parar completamente a luz dentro de um cristal por
um minuto. Efetivamente, o ato de armazenar os fótons dentro de um
objeto significa a criação de memória luminosa, o que, por sua vez,
torna possível o desenvolvimento de redes ainda mais rápidas de internet
– além de poder gerar dicas sobre como acelerar a luz acima de seu
limite universal conhecido.
Em 1999, um grupo de pesquisadores conseguiu reduzir a velocidade dos
fótons para apenas 17 metros por segundo. Dois anos depois, o mesmo
grupo conseguiu atingir uma parada total, mas apenas por frações de
segundos. No começo de 2013, o Instituto de Tecnologia da Geórgia
conseguiu manter o feito por 16 segundos.
Para conseguir parar a luz, os cientistas alemães usaram uma técnica
chamada transparência eletromagneticamente induzida (EIT, na sigla em
inglês), que consiste basicamente em utilizar um lazer de controle para
causar uma reação quântica que deixa transparente o cristal opaco
criogenicamente esfriado de silicato de ítrio envernizado com
praseodímio. Desativar o lazer faz o material recuperar sua opacidade e
prende os fótons enquanto passam pelo objeto.
O caminho do futuro
(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)
Atualmente, é possível manter a façanha sem perda de dados por no
máximo 60 segundos (como se pode ver no gráfico acima), embora já se
tenha ideia de como prolongar o tempo ainda mais usando outros cristais,
como um de silicato de ítrio envernizado com európio, e fazendo uso de
campos magnéticos especialmente desenvolvidos para isso.
Uma memória baseada em luz que preserve sua coerência no nível
quântico (em quesitos como polarização e emaranhamento, por exemplo) é
essencial para o desenvolvimento de uma rede quântica de longo alcance.
No entanto, ainda há barreiras antes de podermos lançar essa
ultrainternet, como encontrar um método de armazenar a luz de forma que
cause tão pouca interferência que mesmo fótons isolados possam ser
guardados e recuperados. E isso tudo em temperatura ambiente, já que é
pouco plausível pensar em roteadores resfriados criogenicamente dentro
de casas comuns.
Fonte: ExtremeTech


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